Câmara Municipal da cidade de Esperanza


Monumento al Concejo Municipal, eregido en conmemoración al Centenario de la Instalación del Concejo Municipal, el 26 de Mayo de 1861.
Adolfo Gabarret - Juez de Paz, Primer Presidente del Concejo Municipal.

SINOPSE HISTÓRICA

A cidade de Esperanza é a capital do Departamento Las Colonias do Estado de Santa Fe e deve sua origem ao Contrato de Colonização assinado em 15 de Junho de 1853 com o Governo do Estado de Santa Fe, representado pelo Governador e Capitão General Domingo Crespo, o Ministro do Governo Manuel Leiva e o senhor Aarón Castellanos.

 

Nesse contrato, inspirado nos desejos do governo do Estado de promover e desenvolver as riquezas naturais, as indústrias e particularmente a agricultura, Aarón Castellanos foi autorizado para introduzir no território estadual 1.000 famílias de colonos europeus em grupos de 200 famílias cada um, num prazo de 10 anos a partir da chegada do primeiro contingente.

 

Este importante plano efetivado só na sua fase inicial, a partir de 1855, foi suficiente para impulsionar a política de colonização agrícola que vinha visando o país desde 1822. Segundo o estabelecido por uma das clásulas do contrato, o governo de Santa Fe dispos em Setembro de 1855 a divisão e demarcação das terras para a projetada colônia. A mesma localizaria-se nos terrenos do chamado Cantón de Reyes, à beira do rio Salado. Por esta razão determina-se esse mês como data de fundação, dado que o fato de fundar considera-se anterior ao de povoar.

 

Existia naquelas terras e nas redondezas, uma primitiva população aborigem representada por tribos nômades cujo avanço era contido por uma sequencia de fortines.

 

Foi o dia 20 de Janeiro de 1856, com a chegada a Buenos Aires do primeiro grupo de imigrantes com destino à colônia que se inicia a povoação de Esperanza.

 

Novos contingentes chegaram nos meses seguintes, concretizando-se a fixação das 200 famílias.

 

A população fundadora compunha-se na sua maioria de famílias suíças com uma importante afluência de alemães e franceses. Um reduzido número de belgas, luxemburgueses e saboianos completavam o contingente originário. Provinham de classe meia, tinham maior experiência em artesanias e ofícios diversos que na própria prática da agricultura extensiva, atitvidade que teriam que desenvolver.

 

Dois cultos religiosos: católico e protestante, e dois idiomas: alemão e francês, foram os predominantes.

 

A colonização se fez sob o princípio da "subdivisão da propriedade" e em cumprimento da clásula 7a. do contrato, se deu a cada uma das famílias uma concessão de terra equivalente a 20 quadras quadradas (33 hectares). As concessões distribuiram-se: 100 ao Oeste para as famílias de língua alemã e 100 ao Leste para as de língua francesa.

 

Essa cessão de 200 concessões convirtui-se num plano de colonização agrícola que não teve semelhança com nenhum outro de sua época, nem com a adjudicação de terras feitas em outras regiões do país.

 

A fixação da colônia provocou consequências políticas, econômicas, culturais e demográficas ao incorporar um elemento humano que difundiu hábitos de vida organizada, apego à terra e divisão do trabalho.

O crescimento da população no litoral e a transformação do deserto em terras de lavoura permitiu o surgimento de novas colônias que constituiram um avanço político.

 

Esperanza constitui o triunfo do trabalho e da vontade do homem que teve que prover-se, defender-se e avançar ainda em meio de fatores adversos.

 

A fé posta na alta empresa deu origem a seu nome: ESPERANZA